Não me lembro muito bem quando iniciei minha paixão pelo café - essa bebida preta e amarga com presença constante na vida dos brasileiros. Talvez já na infancia, quando prefiria o danado em uma xícara com leite ao famoso achocolatado que começa com T e termina com Oddy.
Sinonimo de "manter-nos acordado", o paradigma "quanto mais forte melhor" atinge seu apse em nossa idade produtiva. Ah meu amigo... se antes era paixão, por aqui se torna necessidade, afinal, quem é que não debrussa sobre uma boa garrafa de café quentinho após horas de transporte público a caminho do trabalho? Assim nós descobrimos o porque o Café está presente em 100% das copas, cozinhas e corredores de nossos santos locais de trabalho de cada dia. A Tia do Café é uma santa das mãos mágicas!! Uma fada com poção nas mãos!! Quando aquele cheirinho de café novo invade a sala não tem pra ninguém...
No ensino médio, a diversão era matar aula em busca de um pingado perfeito! Me lembro muito bem das aventuras pelos butecos no centro de Belo Horizonte. "Ae Tio... me vê um pingado". Não tão escuro e nem claro demais, passavámos "a truppe do café" pelos balcões em busca da batida perfeita!
Na idade adulta, berço da nossa vida produtiva, não demorou muito para que tivessse uma garrafa própria com meu nome. "Nossa.. mas você tem uma garrafa só pra você???" É melhor assim, vejam... Sempre reclamam que eu acabo com o café todo! Me deixa a garrafa... é tão bom pra você quanto pra mim. Aquela garrafa.. ela tem nome! João Tanuri, meia garrafa amarga. Esse é o nome e sobrenome de quem me serve cotidianamente aos dias de labuta.
Trabalho e Café! Mas que coisa... a relação é dialética!
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